A BUSCA PELA SAÚDE MENTAL (PARTE 3)

13 fevereiro, 2019

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A busca pela Saúde Mental é você tirar um tempo para se cuidar, para fazer atividades que lhe dará prazer, gerando saúde, bem estar físico, emocional e espiritual.

Exigirá esforço e disciplina, porque o hábito de nos boicotar pode ser mais forte e fará com que desistimos no meio do caminho ou até mesmo antes de iniciar.

Particularmente, já consegui criar vários hábitos saudáveis em minha vida. O que era sacrifício antes, hoje faz parte da minha rotina, é normal.

Estudos dizem que para se criar um hábito é preciso repetir a tal atividade no mínimo uns 60 dias, constantemente.

Mas não se iluda achando que mesmo depois de conseguir adquirir um hábito você nunca mais vai parar e desanimar. Aí está a questão: manter.

Já tive várias recaídas no caminho e sei que continuarei tendo. Mas, aprendi a lidar com elas e uso de maneira positiva.

Quando ela aparece sei que vou me levantar mais forte e com novos aprendizados. Então não me desespero, vou tentando como dá no momento e observando a situação. Faço a 'tarefa' nem que for pela metade, para manter uma constância e um hábito.

O interessante é a gente encontrar o equilíbrio, sem desistir. Assim, as recaídas poderão nos possibilitar a encontrar o nosso jeito, o nosso ânimo e motivação. Cada vez mais maduros e seguros.

Desejo que você e eu possamos incluir e manter hábitos saudáveis em nossa vida, como meio preventivo, em busca constante pela Saúde Mental.

Abraços e uma semana abençoada a todos nós!


(Continuação no próximo post)



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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                                   Atende Casais, Famílias e Individual
                   
                    2. Este conteúdo é exclusivo e original do Instagram (@fe_psico)

                   3. Foto: @diegocavalcanti716



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A BUSCA PELA SAÚDE MENTAL (PARTE 2)

12 fevereiro, 2019

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Saúde Mental também tem tudo a ver com atividades preventivas:  uma boa leitura diária que pode prevenir da ignorância, melhorar a memória e a escrita, psicoterapia que pode ajudar no amadurecimento emocional, uma corrida que pode prevenir uma hipertensão, uma alimentação saudável que pode prevenir uma doença, meditação que pode prevenir ansiedades, dentre várias outras atividades.

Se tivermos o pensamento focado em desenvolver atividades preventivas, ou seja, evitar que a doença (física e emocional) cheguem, com certeza gastaremos menos: menos dinheiro e menos stresse.

Porém, é necessário levar em consideração alguns pontos: saber da importância, planejar, se dedicar e se esforçar.

Quanto mais sei da importância, mais irei priorizar e menos irei sabotar. Consequentemente irá surgir o desejo e a motivação.

Com o desejo surgirá o planejamento: o que irei fazer, de que forma, onde e como?

Assim irei tirar um tempo do meu dia para me dedicar. E cada vez que me dedico, verei os resultados positivos e me dedicarei mais.

E o esforço, onde entra, já que será prazeroso? Pois bem... Haverá dias que iremos ficar desmotivados, desanimados ou atarefados demais com outras coisas. É normal gente!! Entretanto, é aí que está a armadilha... São nesses momentos que eu devo me esforçar para manter meus hábitos saudáveis.

Ficar esperando a motivação vim, o meu desejo surgir... É esperar a vida passar e a gente se sabotando, se enganando. Então, se esforce!

Por isso, hoje te desafio a incluir um hábito saudável na sua rotina. Como um banho diário, você irá executar todos os dias da semana.

Já escolhi o meu: manter a rotina de leituras.

E aí, bora???
O que você irá escolher?
Ou vai deixar para a próxima segunda-feira... Que deixará para a próxima... E para a próxima... E nunca fará??




(Continuação no próximo post)





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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
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A BUSCA PELA SAÚDE MENTAL (PARTE 1)

11 fevereiro, 2019

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Segunda-feira já é considerado o dia oficial de iniciar novos hábitos, sendo que a maioria das pessoas quase sempre priorizam dietas e atividades físicas, o que é ótimo também.

Aproveitando este 'gancho' venho falar sobre a importância de aprendermos a priorizar a busca pela Saúde Mental, o que não significa necessariamente apenas a ausência de doenças.

Saúde Mental está relacionada à forma como lidamos e reagimos as exigências da vida: problemas, frustrações, angústias, ansiedades, medos etc...

E também o modo como eu harmonizo meus desejos, capacidades, ambições, ideias, emoções, etc.

Parece algo simples!
E é justamente por isso que deixamos de lado e na maior parte das vezes não priorizamos.

Caímos na armadilha da correria diária de trabalho ou até mesmo do comodismo e desânimo. E quando percebemos... "Visheeeee, o dia já acabou?"

E assim... mais um dia acaba, mais uma semana se vai, mais um mês, mais um ano... E sua vida e oportunidades também se vão juntos.

As angústias de uma vida sem sentido começam a surgir.
'A ansiedade começa a tomar conta e me leva a descontar tudo na comida, que me leva a engordar, que me leva a doenças, a remédios... E por aí vai.'

Este foi só um exemplo dentre os milhares que existem do nosso lado e até mesmo na nossa própria vida.

Diariamente eu penso:
- "O que farei por mim hoje?"
- "Como vou buscar e incluir Saúde Mental na minha vida?"
- "Quais hábitos saudáveis preciso manter ou incluir?"

A meu ver, são questionamentos pertinentes que deveríamos levar como um mantra para a vida.


(Continuação no próximo post)





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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
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PSICOTERAPIA - MEU CAMINHO (PARTE 3)

05 fevereiro, 2019

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Interessante é que quando não estamos acostumados a olhar para nós mesmos, a falar e cuidar de nós, sentiremos muita dificuldade e até a psicóloga ali na sua frente, te olhando, pode incomodar. Afinal, se nem você mesmo é acostumado a olhar para você, imagina se deparar com alguém fazendo isso?

Ficamos muito focados no OUTRO, nos problemas do OUTRO, na vida do OUTRO, em ajudar o OUTRO, no que o OUTRO faz ou deixa de fazer, etc. Com isso, esquecemos de virar o foco para nós. Por isso a terapia incomoda, pois o objetivo maior é virar o Foco para gente mesmo.

No início não conseguia olhar nos olhos dela, conversava com a parede ou a janela que estava como 'plano de fundo'. RS
Com o tempo fui gostando de ter alguém com quem eu poderia desabafar e falar sobre o que eu quisesse. E melhor ainda era essa pessoa está ali por mim, olhando no meu olho e me ajudando a pensar de uma forma diferente, alguém que se preocupava comigo. Comecei a me sentir especial e importante!

O que mais me intrigava era quando saia de lá pior do que quando entrei e jurava que não voltava mais. Até eu entender que sair péssima de uma sessão de terapia era como abrir uma porta de possibilidades para a mudança e não desistir neste momento é sinal de concretizar está mudança...

Ela 'cutucava' o meu pior para que surgisse o meu melhor (ou vice-versa). No primeiro instante isso gerava muita raiva. E eu projetava tudo nela:
-"Que mulher chata, esse negócio de terapia não é pra mim."

Persisti e venho persistindo desde 2006 neste investimento constante: meu crescimento pessoal. E é dessa forma que venho adquirindo suporte para tomar as 'rédeas' da minha vida, me responsabilizar pelos meus atos e ser uma pessoa mais coerente comigo mesma.

Mas digo uma coisa: fazer terapia implica ter muita CORAGEM. É doído, vai mexer em feridas, vai apontar seus erros e defeitos, às vezes será chato e é um caminho sem volta.

E cuidado viu, porque aprender a olhar para a si mesmo é descobrir o amor incondicional, e lidar com isso, por incrível que pareça, 'é só para os fortes.'


Fim!




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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
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PSICOTERAPIA - MEU CAMINHO (PARTE 2)

04 fevereiro, 2019

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A orientação que tínhamos era:
"Seu psicoterapeuta precisa ser alguém em quem você terá empatia, sentirá segura e confortável para falar sobre tudo que desejar. Experimente com um, se não gostar, experimente com outro, até encontrar alguém com quem sentirá essa troca."

Pois bem, lá fui eu, toda obediente. Mas havia um algo a mais que eu aprendi, estudando, que o psicólogo clínico deveria está sempre em processo de busca para seu crescimento pessoal e profissional, através de cursos, capacitações, supervisões de casos e também 'ter um Psicólogo para chamar de seu'.

Mais que depressa, puxei a 'ficha' da psicóloga que eu havia escolhido e sim, graças a Deus ela atendia meus pré-requisitos. Marquei!

Já na recepção comecei a 'pirar':
E agora, vou falar o que com ela?
Será se vai ficar me olhando sem falar nada?
E se eu não tiver mais nada pra falar, acabar o assunto?
E se me dê crise de riso?
Ou de choro?
Tá me dando um branco...
Meu Deuuuus!

Sei lá... dizem que é pra falar de mim, o que faço, o que penso da vida, minha infância (visheeeee, mas eu nem lembro nada da minha infância!), minha família, namorado... Será se é legal ou vai ser uma chatice?

Com tantas expectativas e incertezas, eu sentia dentro de mim que era ali que eu precisava estar, que eu desejava estar. E nem eu mesma sabia o quanto era importante esse meu desejo, empenho e esforço nesta busca.

Para que a psicoterapia aconteça, a pessoa que procura (no caso o cliente) precisa querer está ali, precisa saber da importância do seu empenho nesta busca. E não simplesmente ir porque o médico encaminhou ou alguém indicou. A vontade maior tem que ser dele mesmo. Afinal, as mudanças devem acontecer com ele que é quem está lá. É impossível tratar quem não está presente.

Bom... Disso eu já tinha definido dentro de mim: "Meus professores indicaram, mas acima disso eu via a importância e a minha necessidade, portanto, precisava de ajuda."
E fui atrás...

Foi estranho ter alguém me olhando, prestando atenção inteiramente em mim, me escutando falar sem parar...


(Continuação no próximo post)



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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
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PSICOTERAPIA - MEU CAMINHO (PARTE 1)

03 fevereiro, 2019

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Ainda lembro a primeira vez que entrei em um consultório de psicologia para uma consulta. Se não falha a memória eu tinha 19 anos e cursava o 2° período da faculdade.

A verdade é que nem eu mesma sabia ao certo o que fazer ali, mas eu queria experimentar, conhecer e vê como que era esse 'negócio' de terapia. Se realmente 'resolveria meus problemas'.

Os pensamentos sabotadores e os mitos que carregava estavam a todo vapor dentro de mim:
- Mas isso é pra quem tem dinheiro, muito caro!
- Quem vai ao Psicólogo não é doido? Uai, será se tô nesse nível?
- Isso é frescura, ficar aqui conversando vai dá em nada!

"QUEM NUNCA, NÉ?"

                             A meu ver, esses mitos chegam a ser culturais. Ainda hoje percebo, escuto e presencio grande parte da                                                população com esses mesmos pensamentos e ideias sobre a psicoterapia.

Meus professores sempre questionavam em sala de aula:
- Todo Psicólogo precisa fazer psicoterapia.
- Como iremos ajudar alguém que nos procura, se nem mesmo sabemos resolver os nossos problemas?
Esses questionamentos começaram a fazer todo sentido para mim.

Afinal, todos os professores aos quais eu mais admirava, aqueles que a gente quer ser igual 'quando crescer', faziam psicoterapia. E eu, lógico que não queria ficar para trás, queria seguir os mesmos passos. Então se eles fazem eu também tenho que fazer.

O que mais me chamava atenção era o ar de tranquilidade, a facilidade que tinham em falar de si, falar dos seus sentimentos, falar NÃO ao outro sem remorso, assumir sua responsabilidade seja ela boa ou ruim, não ficar murmurando os problemas aqui e ali... Ou seja, esse povo tinha um Ar de pessoas Bem Resolvidas, maduras e seguras de si.

Pronto! Era isso que eu queria. Também queria ser Bem Resolvida 'oras bola'. Queria ser uma profissional coerente e poder ajudar quem precisasse da minha ajuda.

Daí se iniciou toda minha busca por um profissional Psicólogo:
Quem? Como escolher?
Será quanto custa?
Eita que negócio caro!
Não tenho condições de bancar isso.
Mas eu preciso tentar, quero vê no que vai dá...


(Continuação no próximo post)



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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
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As dores e as delícias de 2018: fechando ciclos

31 dezembro, 2018

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Longe de ser uma foto para exibir meu corpo.
É porque ainda não me ensinaram a fotografar a alma.
Não me ensinaram, mas eu aprendi com a vida que podemos transmitir pelo corpo e pelas nossas atitudes e comportamentos o que sentimos dentro da gente, no coração, na alma...
E foi bem esse o meu propósito ao tirar esta foto em frente ao espelho do banheiro da academia, imitando a "modinha fitness", porque meu EGO, que é parte de mim, também é vaidoso.
E é bem isso que quero mostrar nesta 'simples', mas significante foto.

Alguns vão olhar e simplesmente julgar pela aparência:
"Nossa mas ela precisa mudar isso e aquilo.",
"Precisa emagrecer mais tantos quilos.",
ou,
"Nossa como ela emagreceu, já ta ficando feia."
"Como ela é patricinha, fresquinha, metidinha." etc.
Outros vão olhar e pensar:
"Ela tem algo diferente."
"Os olhos brilham, será o que ela faz pra ser assim?"
"A vida tem lapidado esta garota."

É porque a gente aprende, desde criança, a julgar o tempo todo.
E assim, carregamos isso para a vida, ou melhor, só enxergamos o outro com aquilo que temos dentro da gente.
Se tenho amor, enxergo e transmito amor.
Se tenho ódio,  exergo e transmito ódio.
Se tenho raiva, enxergo e transmito raiva... e por aí vai.

Neste último dia do ano, olho para trás e sinto paz de espírito.
"Mas como assim Fernanda, paz de espírito?
Seu namorado está tetraplégico;
Você está desempregada;
Teve várias batidas e acidentes de carro;
Fora tantas outras situações 'ocultas' que aconteceram!?"
Mas irei sorrir novamente e respirar o amor que transborda no coração.
Porque é isso que carrego aqui dentro...
Uma sensação e uma mistura de emoções tão subjetivas que não tem como descrever em palavras, apenas sentir.
Um sentir individual, solitário, mas com grande satisfação.
Amor próprio, preenchimento de um vazio que gerava tantas angústias; cura interna, autoconhecimento, acolhimento de uma criança interna que clama por amor...

Talvez a vida já vem nos mostrando e dando sinais o tempo todo, mas permanecemos cegos, sem querer enxergar. E por incrível que pareça, 'não enxergar' é uma escolha.

Foi quando tudo desmoronou, quando tudo ficou escuro, parecendo não ter saída, quando me vi nas situações mais vulneráveis e me senti, definitivamente, no fundo do poço, que floresceu o que há de melhor em mim.

                         - Éh! Meus maiores e melhores aprendizados vieram com                                                muitas dores!

Não importa quem você é, o que você tem, seu status social, ou o que aconteça com você, não temos o controle de nada; em segundos sua vida pode virar ao avesso e tudo dependerá de como você vai escolher lidar com isso, rever seus valores, seu jeito de viver, seu interno e seu externo:
"Coitadinha de mim!"
"Como Deus é injusto!"
"Por que comigo?"
ou
"O que a vida está querendo me ensinar, me mostrar?"
"O que eu posso aprender com a minha realidade hoje?"
"É isso que temos no momento, como posso fazer para ser da melhor maneira possível?"

Já ouvi dizer que tudo que a gente dá, um dia volta de alguma forma.
Por isso, também, eu quero transmitir todo o amor que existe dentro de mim, por escolha.

Portanto, é tudo isso que essa foto representa, para mim hoje:
Certeza da presença Divina, amor que transborda, garra, leveza, vitória e a certeza que doei o melhor que existe dentro de mim: para o outro, para a vida e para mim mesma.
Tudo isso foi por escolha própria.

E a aparência e o corpinho bonito, são consequências de autocuidado e de tudo que carrego dentro de mim e hoje transborda: amor próprio e respeito.

Valeu a pena.
Sou grata!
Vou indo 2018...


Um feliz 2019 para todos!


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Notas:
                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
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A CRIANÇA QUE VIVE DENTRO DE NÓS

06 abril, 2017

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A nossa convidada especial é Adriana Freitas, Psicoterapeuta Sistêmica em Belo Horizonte. Grande profissional que vem nos acrescentar com seus conhecimentos sobre "A criança interior" . Gratidão pela contribuição de hoje e de sempre!

***     ***

"Fiquei muito feliz ao receber o convite da Fernanda Cavalcanti para escrever este texto para seu blog. O tema abordado, “A Criança Interior”, está ligado ao workshop clínico vivencial que venho realizando nos últimos dois anos em Belo Horizonte, Montes Claros e Divinópolis, e que tem ajudado muitas pessoas a compreenderem e acolherem a criança que foram um dia.
A psicologia da Criança Interior tem uma força muito significativa na vida adulta, mas poucas pessoas sabem disso e como funciona essa influência.  
O que chamamos de Criança Interior ou Criança Interna Ferida, são as memórias infantis, especialmente dos sentimentos não elaborados das vivências afetivas (ou não afetivas) da infância.
Quando crianças, nós não temos nossas funções cognitivas totalmente desenvolvidas, elas estão em construção. Percebemos o mundo através dos sentimentos e da linguagem corporal das relações.
Então, nem sempre conseguimos elaborar racionalmente os sentimentos que vivemos, especialmente os mais difíceis e ruins. Esses sentimentos não elaborados causarão uma ferida na criança que fomos, e se a dor for muito grande, tentaremos fugir ou negar esses sentimentos para sobreviver.
O problema é que essas estratégias de defesa (fugir e negar) são apenas paliativas, não resolvendo a dor das experiências infantis. Essa dor não elaborada irá aparecer na vida adulta quando reagimos de forma exagerada em situações nas quais normalmente não reagiríamos assim.
É como se o sentimento do passado se unisse ao sentimento do presente e causasse um tipo de explosão emocional. Nesses casos o indivíduo perde o controle de suas emoções e age de forma impulsiva, às vezes agressiva, e/ou descontrolada.
Em outras palavras, a criança interior ferida assume o controle da psique do adulto, fazendo com que ele tenha atitudes infantis e completamente emocionais diante da vida.
Além da fuga e da negação, o adulto também recorre às compulsões para aliviar a dor infantil. Álcool, drogas, trabalho, sexo, comida, compras, etc., são consumidos de forma abusiva numa tentativa de aplacar um sentimento desconhecido, mas extremamente perturbador.
A estratégia mais capaz de aliviar a dor infantil é o enfrentamento. Encarar as mágoas, os ressentimentos, as tristezas, as raivas e toda sorte de sentimentos do passado. Na nossa fantasia esse enfrentamento é muito difícil. Ficar face a face com nossos demônios realmente não é fácil. Mas é preciso enxergar para poder acolher.
Nossa criança interior pede arrego, pede colo, pede carinho e amor. Ela precisa ser vista para ser atendida, mesmo que tenhamos que enfrentar a dor que ela sentiu.
O trabalho de acolhimento da criança interior não busca culpabilizar ninguém do passado. A ferida da nossa criança pode ter sido construída em relacionamentos com pais agressivos ou negligentes, mas também com pais bem intencionados, porém imaturos ou simplesmente humanos, que falharam em oferecer um amor maduro para os filhos.
O pior problema decorrente das feridas infantis é quando aprendemos e repetimos esse tratamento ruim e pouco ou nada afetivo conosco. Somos autoexigentes, críticos, julgadores, martirizadores, enfim, somos os piores carrascos de nós mesmos.
Precisamos aprender a cuidar de nós mesmos e a construir uma relação mais afetiva e amorosa com nossa criança interior para que ela possa liberar seus recursos positivos, que são a criatividade, a espontaneidade e a alegria."

Adriana Freitas – Psicoterapeuta Sistêmica em BH



Esquerda: Adriana Freitas
Direita: Fernanda Cavalcanti

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Notas:
     1. Principais meios de contatos: 
         Adriana Freitas - CRP 20.456 - 4° região

          Escritora do blog: solteirosecasais.com.br
          Psicóloga (FUNEDI/UEMG)
          Especialista em Atendimento Sistêmico a Família (IEC PUC MG)
          Formada em Terapia Familiar e de Casal (Holon Espaço Dinâmico, BH-MG)
          Coordenadora do workshop “Acolhendo a Criança Interior”

          E-mail: adrianafreitas79@gmail.com
          Telefone: (31) 3017-7785




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A gente também quer diversão e arte!

22 março, 2017

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"Bebida é água! 
Comida é pasto! 
Você tem sede de que? 

Você tem fome de que?... 

A gente não quer só comida 
A gente quer comida 
Diversão e arte."

(Trecho da música: 'Comida' de Titãs)



E quem foi que disse que pra conquistar só bastava ser muito bom de cama?
Quem foi que disse que só as noites juntos já eram suficientes?
Quem foi que disse que conseguir transar 2, 3, 4 ou 5 vezes numa noite já conquistaria?

Quem te ensinou tudo isso não ensinou nem a metade.

A gente não quer só SER comida,
A gente quer comida, diversão e arte!

A gente tem sede:


Sede de gestos de carinho,
Sede de um olhar cuidadoso,
Sede de um desabafo,
Sede de um abraço apertado.

A gente também tem fome:


Fome de só estar juntos,
Fome de uma conversa amiga,
Fome de um elogio verdadeiro,
Fome de sinceridade,
Fome de risadas a dois,
Fome de um beijo demorado,
Fome de pegar na mão apertado.






E você aí, dando um de garanhão, de gostosão!
Com a bola toda, pensando que já estava de bom tamanho,
Que mulher só gosta de um homem que faça gozar.

E eu aqui, achando que era só o começo,
Que agora sim tinha encontrado,
E fiquei esperando o que faltava.

Pra você estava tudo completo,
Tudo conquistado!
Pra mim não, faltava muito,
Faltava tudo.

Mas como cantava Barão Vermelho:

"Se enganou meu bem...
Pode tirar seu time de campo,
Pois o meu coração é do tamanho de um trem,
Iguais a você eu já peguei mais de cem."

Peguei... cansei!
#semmais


Por mais relacionamentos com diversão e arte!



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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
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WORKSHOP: ACOLHENDO A CRIANÇA INTERIOR

20 março, 2017

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Neste domingo (19-03-17) participei do workshop: Acolhendo a Criança Interior com a psicóloga Adriana Freitas, que é psicoterapeuta familiar em Belo Horizonte.

Nossa atividade inicial como pré-requisito/tarefas para participar era:
- comprar uma boneca para ser sua, não pode ser emprestada;
- assistir ao filme "Duas Vidas" (da Disney, com o ator Bruce Willis);
- uma fotografia pessoal da infância.


Bonecas utilizadas para simbolizar nossa criança interior.


Um grupo de sete psicólogas em busca de crescimento e evolução pessoal e profissional, vivenciando na prática, de maneira bem individual e em outros de maneira coletiva, as marcas e feridas que carregamos da infância para a vida adulta.


Psicólogas participantes


"Por que as vezes nos comportamos tão infantilizados diante de algumas situações em nosso cotidiano? Por que reagimos agressivamente, sem controle e equilíbrio?"

A partir dessas questões, e de outras, que trabalhamos individualmente o reconhecimento e a identificação das feridas que essa criança nos trás e de que maneira repercute em nosso dia a dia, seja positivamente ou negativamente. Além de saber identificá-la, como podemos ajudá-la e aprender a lidar de uma maneira mais saudável.

Muito proveitoso e enriquecedor este nosso momento.
Gratidão!





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Notas:
1. Psicólogas que participaram do evento:
               Fernanda Cavalcanti
               Rebeca Laila Martins
              Viviane Balieiro
              Anabela Sales
              Laura Cordeiro
             Juliana Mota

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O paradoxo da felicidade

07 junho, 2016

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O sucesso profissional e a independência financeira viraram grandes e importantes alvos a serem alcançados pelas pessoas do século XXI, fato este que nos faz presenciar e viver o corre-corre do dia a dia.

São pessoas que assumem mais compromissos do que conseguem realizar, estão sempre conectadas com meios tecnológicos de comunicações como o celular e as redes sociais, desfilam com roupas de grifes, carrões que são trocados muito rapidamente por outros modelos mais novos... e por aí vai.

Em contrapartida assumem diversas dívidas para manterem esse padrão de vida que é sugerido pela sociedade, onde muitos se enganam e pensam ser felizes e realizados por obterem bens materiais, enquanto outros realmente conseguem definir o vazio e a angústia que nada preenche.

Quase nunca tem tempo para as pessoas próximas que merecem sua atenção e seu carinho. Cada vez que se afastam, ficam presas nesse mundinho solitário, que está embutido muito secretamente as insatisfações pessoais que levam a se entregarem a qualquer tipo de prazeres e diversões momentâneas.





A vida precisa ser mais do que isso! Precisa ter um real significado e propósito.

A busca constante de nos tornamos pessoas melhores, de sermos tudo aquilo que podemos ser, ultrapassarmos nossos limites e evoluirmos emocionalmente cada vez mais é tarefa árdua, mas que traz significado e sentido para nossa vida emocional.


Viver é muito mais que adquirir bens materiais que irão permanecer na terra quando a vida acabar.

Seja consciente nos momentos de escolhas na sua vida. Preserve os momentos e as pessoas. Não importa qual a sua idade, o resto da sua vida está aí, a sua frente, viva da melhor maneira que puder. 

Não perca tempo com superficialidades.



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Notas:
                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
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                  2. Este texto já foi publicado no jornal 'De Notícias' de Montes Claros e no jornal 'O                                       Barranqueiro' de São Francisco, no ano de 2015.
      
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