A CRIANÇA QUE VIVE DENTRO DE NÓS

06 abril, 2017

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A nossa convidada especial é Adriana Freitas, Psicoterapeuta Sistêmica em Belo Horizonte. Grande profissional que vem nos acrescentar com seus conhecimentos sobre "A criança interior" . Gratidão pela contribuição de hoje e de sempre!

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"Fiquei muito feliz ao receber o convite da Fernanda Cavalcanti para escrever este texto para seu blog. O tema abordado, “A Criança Interior”, está ligado ao workshop clínico vivencial que venho realizando nos últimos dois anos em Belo Horizonte, Montes Claros e Divinópolis, e que tem ajudado muitas pessoas a compreenderem e acolherem a criança que foram um dia.
A psicologia da Criança Interior tem uma força muito significativa na vida adulta, mas poucas pessoas sabem disso e como funciona essa influência.  
O que chamamos de Criança Interior ou Criança Interna Ferida, são as memórias infantis, especialmente dos sentimentos não elaborados das vivências afetivas (ou não afetivas) da infância.
Quando crianças, nós não temos nossas funções cognitivas totalmente desenvolvidas, elas estão em construção. Percebemos o mundo através dos sentimentos e da linguagem corporal das relações.
Então, nem sempre conseguimos elaborar racionalmente os sentimentos que vivemos, especialmente os mais difíceis e ruins. Esses sentimentos não elaborados causarão uma ferida na criança que fomos, e se a dor for muito grande, tentaremos fugir ou negar esses sentimentos para sobreviver.
O problema é que essas estratégias de defesa (fugir e negar) são apenas paliativas, não resolvendo a dor das experiências infantis. Essa dor não elaborada irá aparecer na vida adulta quando reagimos de forma exagerada em situações nas quais normalmente não reagiríamos assim.
É como se o sentimento do passado se unisse ao sentimento do presente e causasse um tipo de explosão emocional. Nesses casos o indivíduo perde o controle de suas emoções e age de forma impulsiva, às vezes agressiva, e/ou descontrolada.
Em outras palavras, a criança interior ferida assume o controle da psique do adulto, fazendo com que ele tenha atitudes infantis e completamente emocionais diante da vida.
Além da fuga e da negação, o adulto também recorre às compulsões para aliviar a dor infantil. Álcool, drogas, trabalho, sexo, comida, compras, etc., são consumidos de forma abusiva numa tentativa de aplacar um sentimento desconhecido, mas extremamente perturbador.
A estratégia mais capaz de aliviar a dor infantil é o enfrentamento. Encarar as mágoas, os ressentimentos, as tristezas, as raivas e toda sorte de sentimentos do passado. Na nossa fantasia esse enfrentamento é muito difícil. Ficar face a face com nossos demônios realmente não é fácil. Mas é preciso enxergar para poder acolher.
Nossa criança interior pede arrego, pede colo, pede carinho e amor. Ela precisa ser vista para ser atendida, mesmo que tenhamos que enfrentar a dor que ela sentiu.
O trabalho de acolhimento da criança interior não busca culpabilizar ninguém do passado. A ferida da nossa criança pode ter sido construída em relacionamentos com pais agressivos ou negligentes, mas também com pais bem intencionados, porém imaturos ou simplesmente humanos, que falharam em oferecer um amor maduro para os filhos.
O pior problema decorrente das feridas infantis é quando aprendemos e repetimos esse tratamento ruim e pouco ou nada afetivo conosco. Somos autoexigentes, críticos, julgadores, martirizadores, enfim, somos os piores carrascos de nós mesmos.
Precisamos aprender a cuidar de nós mesmos e a construir uma relação mais afetiva e amorosa com nossa criança interior para que ela possa liberar seus recursos positivos, que são a criatividade, a espontaneidade e a alegria."

Adriana Freitas – Psicoterapeuta Sistêmica em BH



Esquerda: Adriana Freitas
Direita: Fernanda Cavalcanti

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Notas:
1. Principais meios de contatos: 
Adriana Freitas - CRP 20.456 - 4° região

          Escritora do blog: solteirosecasais.com.br
          Psicóloga (FUNEDI/UEMG)
          Especialista em Atendimento Sistêmico a Família (IEC PUC MG)
          Formada em Terapia Familiar e de Casal (Holon Espaço Dinâmico, BH-MG)
          Coordenadora do workshop “Acolhendo a Criança Interior”

          E-mail: adrianafreitas79@gmail.com
          Telefone: (31) 3017-7785




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A gente também quer diversão e arte!

22 março, 2017

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"Bebida é água! 
Comida é pasto! 
Você tem sede de que? 

Você tem fome de que?... 

A gente não quer só comida 
A gente quer comida 
Diversão e arte."

(Trecho da música: 'Comida' de Titãs)



E quem foi que disse que pra conquistar só bastava ser muito bom de cama?
Quem foi que disse que só as noites juntos já eram suficientes?
Quem foi que disse que conseguir transar 2, 3, 4 ou 5 vezes numa noite já conquistaria?

Quem te ensinou tudo isso não ensinou nem a metade.

A gente não quer só SER comida,
A gente quer comida, diversão e arte!

A gente tem sede:


Sede de gestos de carinho,
Sede de um olhar cuidadoso,
Sede de um desabafo,
Sede de um abraço apertado.

A gente também tem fome:


Fome de só estar juntos,
Fome de uma conversa amiga,
Fome de um elogio verdadeiro,
Fome de sinceridade,
Fome de risadas a dois,
Fome de um beijo demorado,
Fome de pegar na mão apertado.





E você aí, dando um de garanhão, de gostosão!
Com a bola toda, pensando que já estava de bom tamanho,
Que mulher só gosta de um homem que faça gozar.

E eu aqui, achando que era só o começo,
Que agora sim tinha encontrado,
E fiquei esperando o que faltava.

Pra você estava tudo completo,
Tudo conquistado!
Pra mim não, faltava muito,
Faltava tudo.

Mas como cantava Barão Vermelho:

"Se enganou meu bem...
Pode tirar seu time de campo,
Pois o meu coração é do tamanho de um trem,
Iguais a você eu já peguei mais de cem."

Peguei... cansei!
#semmais


Por mais relacionamentos com diversão e arte!



Abraços!
Fernanda Cavalcanti




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WORKSHOP: ACOLHENDO A CRIANÇA INTERIOR

20 março, 2017

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Neste domingo (19-03-17) participei do workshop: Acolhendo a Criança Interior com a psicóloga Adriana Freitas, que é psicoterapeuta familiar em Belo Horizonte.

Nossa atividade inicial como pré-requisito/tarefas para participar era:
- comprar uma boneca para ser sua, não pode ser emprestada;
- assistir ao filme "Duas Vidas" (da Disney, com o ator Bruce Willis);
- uma fotografia pessoal da infância.


Bonecas utilizadas para simbolizar nossa criança interior.


Um grupo de sete psicólogas em busca de crescimento e evolução pessoal e profissional, vivenciando na prática, de maneira bem individual e em outros de maneira coletiva, as marcas e feridas que carregamos da infância para a vida adulta.


Psicólogas participantes


"Por que as vezes nos comportamos tão infantilizados diante de algumas situações em nosso cotidiano? Por que reagimos agressivamente, sem controle e equilíbrio?"

A partir dessas questões, e de outras, que trabalhamos individualmente o reconhecimento e a identificação das feridas que essa criança nos trás e de que maneira repercute em nosso dia a dia, seja positivamente ou negativamente. Além de saber identificá-la, como podemos ajudá-la e aprender a lidar de uma maneira mais saudável.

Muito proveitoso e enriquecedor este nosso momento.
Gratidão!





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Notas:
1. Psicólogas que participaram do evento:
          Fernanda Cavalcanti
          Rebeca Laila Martins
          Viviane Balieiro
          Anabela Sales
          Laura Cordeiro
          Juliana Mota



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O paradoxo da felicidade

07 junho, 2016

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O sucesso profissional e a independência financeira viraram grandes e importantes alvos a serem alcançados pelas pessoas do século XXI, fato este que nos faz presenciar e viver o corre-corre do dia a dia.

São pessoas que assumem mais compromissos do que conseguem realizar, estão sempre conectadas com meios tecnológicos de comunicações como o celular e as redes sociais, desfilam com roupas de grifes, carrões que são trocados muito rapidamente por outros modelos mais novos... e por aí vai.

Em contrapartida assumem diversas dívidas para manterem esse padrão de vida que é sugerido pela sociedade, onde muitos se enganam e pensam ser felizes e realizados por obterem bens materiais, enquanto outros realmente conseguem definir o vazio e a angústia que nada preenche.

Quase nunca tem tempo para as pessoas próximas que merecem sua atenção e seu carinho. Cada vez que se afastam, ficam presas nesse mundinho solitário, que está embutido muito secretamente as insatisfações pessoais que levam a se entregarem a qualquer tipo de prazeres e diversões momentâneas.





A vida precisa ser mais do que isso! Precisa ter um real significado e propósito.

A busca constante de nos tornamos pessoas melhores, de sermos tudo aquilo que podemos ser, ultrapassarmos nossos limites e evoluirmos emocionalmente cada vez mais é tarefa árdua, mas que traz significado e sentido para nossa vida emocional.


Viver é muito mais que adquirir bens materiais que irão permanecer na terra quando a vida acabar.

Seja consciente nos momentos de escolhas na sua vida. Preserve os momentos e as pessoas. Não importa qual a sua idade, o resto da sua vida está aí, a sua frente, viva da melhor maneira que puder. 

Não perca tempo com superficialidades.



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Notas:
         1. Este texto já foi publicado no jornal 'De Notícias' de Montes Claros e no jornal 'O Barranqueiro' de São Francisco, no ano de 2015.




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Só amar não basta!

31 maio, 2016

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 É com muita satisfação que tenho a participação aqui no blog de mais uma grande e admirada colega de profissão: Solange Maria Rosset.
Ela é de Curitiba, Terapeuta Relacional Sistêmica e autora de vários livros. Aqui ela nos deixa um texto que desmistifica alguns pontos relacionados ao Amor.

Confira:

                                 SÓ AMAR NÃO BASTA!


“Claro que o sentimento é importante, mas está longe de ser tudo numa relação. Sacrificar a dignidade, a autoestima somente porque ama, por exemplo, não vale a pena. De todo modo, não se pode descartar uma união agradável e rica por acreditar que não envolve amor suficiente. A vida a dois requer respeito, parceria, projetos em comum. Quando existe amor, melhor ainda.”

Culturalmente, as pessoas estão condicionadas a acreditar que o amor é o mais importante em uma relação. A família ensina assim e a sociedade, de uma forma ou de outra, corrobora a crença.

Mas pensar dessa forma nem sempre é saudável para quem vive um relacionamento. Amor é bom, mas não é tudo. Acreditar nisso impede que os parceiros avaliem o compromisso conjugal com clareza e distanciamento, que enxerguem o que está acontecendo naquele determinado momento da relação, e dificulta as aprendizagens, as mudanças.

Quando essa definição cultural se soma a dificuldades pessoais, a união vai se cristalizando e perdendo a possibilidade de ser reavaliado, redefinida, recontratada. Por carência, ilusão ou medos, muitas pessoas ficam em relacionamentos ruins com a desculpa de que os envolvidos “se amam”.

O fato de considerarem isso o mais importante faz com que não avaliem outros aspectos, muito importantes, que fazem parte de uma relação de casal. Em nome do amor, suportam ser maltratadas, rejeitadas, desqualificadas. Convivem com a solidão a dois, com a falta de parceria (no uso do dinheiro, nos projetos, na divisão de tarefas). Ou toleram diferenças profundas de valores, de ética, de moral. O fato de haver amor acaba se tornando uma desculpa para não tomar decisões, fazer escolhas ou responsabilizar-se.

Por mais importante que seja, o amor é apenas um dos elementos que justificam uma relação. E não estou falando em paixão – aquele entusiasmo desorganizador, avassalador, que faz com que a pessoa só enxergue no outro o que lhe agrada e só mostre para o outro o que o manterá interessado.

Estou falando de amor verdadeiro, forte e profundo. Aquele sentimento de pertencimento, de carinho e compaixão, de satisfação de estar junto, de compreensão e respeito pelas dificuldades do outro.

Mesmo esse encantamento maduro não é suficiente para manter um relacionamento saudável. Além dele – e, em alguns casos, mais do que ele –, precisa haver respeito, qualificação, parceria, projetos e objetivos comuns (o que inclui a aquisição de bens, a decisão de ter filhos ou não e outras coisas que envolvem os dois).

Os casais que têm essa soma de elementos e também amor são privilegiados. E sabem que vale a pena dedicar-se, esforçar-se, alimentar o amor e as outras características da relação para manter e solidificar a parceria.

Para outros, o amor nem é o principal. A vida em comum, rica e agradável, basta. O sentimento amoroso acaba por ser alimentado por todos os outros elementos. Nesses casos, quem enxerga a complexidade da situação pode, com maturidade e perseverança, cuidar da relação e torná-la cada dia mais plena e realizadora.

Agora, se um ou outro cai na armadilha de achar que o que tem é pouco, porque acredita naquela verdade preestabelecida de que o amor é tudo, correrá o risco de se entregar aos melindres da carência e da fantasia, pondo a relação em risco.

Por isso é que se faz necessário acabar com o mito: mais importante do que o casal se amar é ele viver bem e feliz, num relacionamento que traz aprendizagens e crescimento. Isso é uma relação plena.

Autora: Solange Maria Rosset


Esquerda: Solange Rosset
Direita: Fernanda Cavalcanti


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Notas:
1. Este texto também está disponível no site: www.srosset.com.br e já foi publicado na Coluna AMOR da revista CARAS 983 de 07/09/2012.
2. Deixo aqui uma ótima indicação para quem gosta de assuntos sobre relacionamentos amorosos: "O casal nosso de cada dia." Editora Artesã - 2° ed. 2014. Esse livro é da própria autoria de Solange Rosset.
3. Principais meios de contatos da Solange para quem se interessar: 
Solange Maria Rosset
          Terapeuta Relacional Sistêmica
          Tel.: (41) 3335-5554
          Email: srosset@terra.com.br
          Site: www.srosset.com.br



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O que é Psicoterapia?

26 maio, 2016

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Dentre algumas perguntas recebidas, escolhi uma bem especial para responder hoje.

Por que especial?

Porque percebo que muitas pessoas não entendem o que é psicoterapia, mesmo frequentando o psicólogo. Isso mesmo, por incrível que pareça, algumas pessoas iniciam o acompanhamento com o psicólogo, mas não entendem como funciona ou como pode ajudar e a partir disso abandonam, criam uma concepção de que não resolve nada ou que o psicólogo só escuta e não lhe dá as respostas.

Desta maneira, a dúvida de hoje é:


                                         O que é Psicoterapia?


A psicoterapia é realizada com um profissional psicólogo onde serão levantadas questões e problemas emocionais levados pelo cliente. Estes são analisados com base nos conhecimentos científicos do funcionamento psicológico.

Com base nesses conhecimentos científicos, o profissional faz suas intervenções - interpretações, reformulações - do caso exposto, e assim ajuda o cliente a ter consciência da origem das suas dificuldades e assim elaborar novas maneiras de lidar com as diferentes situações.

Sendo assim, para que seja considerado que o cliente esteja em processo psicoterápico, levamos em consideração a disposição, o engajamento e o início do entendimento de estar ali.

Explicando melhor: o cliente entrará em processo de mudança quando ele realmente entende que o psicólogo não irá lhe dar respostas e nem receitas prontas para que resolva seus problemas. Pelo contrário, irá fazer mais questionamentos afim de sensibilizá-lo e levar a consciência o seu padrão comportamental.

O tempo, a frequência e outros, serão estabelecidos no primeiro contato entre cliente e psicólogo, pois dependerá da abordagem de cada profissional.

A relação entre os dois não é e nem pode ser considerada relação de amizade, uma vez que se acontecer, deixa de ser uma técnica científica conduzida por um profissional qualificado, o que irá comprometer a evolução do tratamento.

Em alguns momentos, por resistência a mudanças, por não saber lidar e ouvir a verdade do que o perturba, o cliente pode até sentir raiva e negação e levar esse sentimento confuso na relação com o psicoterapeuta, sendo que ele estará ali para fazer os devidos apontamentos em cima do que foi questionado. (Leia Meu amigo substitui o psicologo? e entenda melhor.)

A psicoterapia é uma experiência muito válida e enriquecedora, que nos leva ao crescimento emocional e pessoal que só você pode conseguir por si mesmo.

Se ficou alguma dúvida, leia este post: Por que devo procurar um psicologo?

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Você também tem dúvidas que envolvem a psicologia?
Quer perguntar?
Mande pra gente nos comentários, inbox ou por email: nandalmeidacavalcanti@yahoo.com.br

Será um prazer responder.

Abraços!
Fernanda Cavalcanti



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Sinta a dor, mas não viva por ela!

24 maio, 2016

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Sabe aqueles momentos que a vida parece estar de mal de você?
Que de repente tudo que dava certo antes, agora dá errado?

Onde era calmaria, se explodem vulcões e aparecem terremotos.
A terra firme que você pisava, se transforma em buraco sem fim.

Aqueles momentos que você se sente a pessoa mais azarada da face da terra?
E você achava que não tinha como piorar, mas piorou?
A dor, a tristeza, o sofrimento querem tomar conta de você?
E suas últimas energias são sugadas por deslizes e detalhes seu?

Não, não quero mais ouvir que a culpa foi minha.
Me deixe por um instante que agora eu só quero sumir.

Sumir no tapete da sala ouvindo Make You Feel My Love.
Sumir na água do meu choro que encharcou o travesseiro da cama.
Sumir na escuridão do meu quarto, de cortina fechada, embrulhada pé e cabeça,
Sumir em um prato de brigadeiro.

Me deixe sumir com meus estardalhaços,
Com a minha garrafa de vinho,
Ou até com um cigarro de palha.
Deixa eu gritar e pedir a Deus socorro e um colo só pra deitar um instante.
Pra que ele me interne no paraíso porque eu preciso ficar um tempo por lá,
Até essa tempestade passar.

Porque eu também tenho o direito de ser fraca algumas vezes na vida.
Eu tenho o direito de cair, gritar e chegar ao fundo do poço.

É desse jeito, depois de sentir toda a minha dor, sozinha, que eu consigo me levantar.
Então não me cobre, não tire a última raspa de esperança que ainda sobra.
Não venha me falar o que já sei.

Se quiser ajudar, espere comigo a chuva que bate forte na janela passar que, ao amanhecer meu brilho se renova com o sol e as energias serão recuperadas para recomeçar outra vez.

Aí vamos trocar a música, subir no sofá, fazer da garrafa de vinho um microfone e cantar Beyoncé até cansar.





           

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Por que devo procurar um psicólogo?

19 maio, 2016

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                   Por que devo procurar um psicólogo?


E por que não?

Se temos nosso dentista para cuidar da saúde bucal, nosso ginecologista para cuidar da saúde física mais íntima da mulher, um médico para um check-up anual, um oftalmologista caso a visão falhar, enfim, por que não ter um psicólogo para cuidar da saúde mental?

Aprendemos desde mais novos a procurar ajuda com determinados profissionais ou até mesmo esperar adoecer para ter atitude e resolver se cuidar.

Estamos habituados a frequentar o médico por todo mal estar que sentimos, muitas vezes por simples falta de orientações, informações e o pior, por pensar que toda dor, física ou emocional, cura com medicamentos.

Ledo engano!

Uma insônia por exemplo pode estar sendo causada por algum tipo de estresse e angústias do dia a dia que você não consegue identificar;

Outros exemplos comuns são:

- ansiedade que chega a impedir de realizar algumas atividades corretamente ou leve a desenvolver algum transtorno alimentar;
- algum tipo de medo;
- problemas amorosos ou familiares;
- vícios;
- sensação que ninguém te entende;
- nada parece andar na sua vida, 'empacou';
- nervosismo e falta de controle com as emoções;
- desânimo com a vida;
- ter que tomar decisões importantes, enfim.

São vários os motivos que levam uma pessoa procurar um psicólogo.
E você , como muitos, pode ter uma série de questões que poderia tratar com um psicólogo.

Será se ainda estamos aprendendo a considerar o psicólogo no rol de nossas necessidades de saúde?

Fica a pergunta para cada um pensar conforme a sua realidade.


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Batatas (mágoas) da Vida

17 maio, 2016

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Antes de qualquer coisa, vamos iniciar com o que esse texto tem a nos dizer:


AS BATATAS DA VIDA



"O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula.

Durante a aula foi solicitado aos mesmos que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa.

Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas.

Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo.

O incômodo de carregar a bolsa com o mal cheiro, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles."




Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter, a dor, a bronca e a negatividade.


Principalmente quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.

Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.


Autor Desconhecido







Escolhi este assunto para escrever hoje pois vivenciei uma ocasião de desabafo com uma pessoa que me procurou angustiada querendo ajuda.

Inicialmente ao parar para ouvir todos os seus lamentos pelo fato relatado, percebi que na verdade a maior questão estava no ato dela não conseguir perdoar, se livrar da mágoa que há tempos lhe corroí, enchendo de ansiedades e raiva.

Nem ela mesma percebia como seu corpo reagia ao relembrar o caso: inquietude na cadeira a ponto de se levantar algumas vezes para demonstrar em gestos o que já havia explicado, rosto vermelho, suores nas mãos, irritação, dentre outros.

Ela não percebia que ao dividir comigo tamanha dor, estava revivendo todas as emoções ruins novamente. 

As mágoas que carregamos são como brasas que queimam, ardem, machucam e nos impedem de apreciar o lado bom da vida. Uma vez que, ficamos presos ali naquela situação e não conseguimos ver as outras coisas que a vida pode estar nos oferecendo.

Jogue fora essa ilusão de que o outro está sendo castigado pelo que estou sentindo, pois mágoa não é vingança e sim dor e peso que criamos para nós mesmos.

Assim como na metáfora acima, quem carregava as batatas que sofria com o peso.

Não se maltrate tanto.

Viver livre de mágoas, saber perdoar, requer maturidade e não são todas as pessoas que verdadeiramente conseguem se libertar. Portanto, afeta mais a vida de quem carrega a mágoa do que a do outro que muitas vezes nem sabe ou não está se importando para o que você sente.


Então, vamos refletir e tentar nos libertar?









(Primeiramente quero deixar claro que este exercício não é uma receita milagrosa que irá resolver suas questões. PODE ser uma ferramenta de apoio para ajudar ou não.)

Primeiro é preciso que tudo seja escrito em um papel e que você reserve um tempo com você mesmo. Pense e anote tudo que vier na cabeça, sem rascunho e correções:

- Quais mágoas você está carregando?
- Quais são os pesos que te impedem de seguir em frente?


Nossa tarefa de hoje é refletir:

- será se eu nunca magoei outras pessoas? Tente lembrar de três situações em que foi você que magoou alguém.
- já fui perdoado por alguém, qual foi a sensação?
- já pedi perdão, como foi?
- quanto do meu tempo eu gasto com pensamentos negativos por causa da mágoa que carrego?
- ficar relembrando o ocorrido vai resolver o que? Como?


Com uma caneta e um papel, escreva uma CARTA para essa pessoa na qual você sente mágoa. Não iremos enviar. Mas o importante é que escreva de verdade, pontuando:


- o fato que te deixou magoado, com todos os detalhes;
- o que mais te incomodou e como se sentiu;
- escreva sobre o que pode ser aprendido com essa situação e por que ela foi importante;
- agradeça pelo aprendizado, mesmo que tenha sido muito difícil;
- para finalizar, escreva "eu perdoo de todo coração"
- coloque num envelope com todos os dados do remetente e destinatário e lacre o envelope;
- agora, queime e deixe esse sentimento ir embora com a fumaça.


Essa técnica é um ritual que, claro, não é milagroso mas, pode ser utilizada como um instrumento de ajuda para quem realmente sente vontade de se libertar de mágoas que só lhe impedem de seguir a vida com mais leveza.


E aí? Conseguiu?


Independente da resposta, compartilho com vocês um vídeo sobre O Poder do Perdão para que lhe ajude a refletir mais sobre o assunto:








Conte-nos sua experiência aqui nos comentários ou por e-mail.
Caso ainda sinta que não consegue se libertar de mágoas, mande-nos um e-mail para juntos tentarmos refletir sobre o assunto.


Espero por você.
Abraços!



Fernanda Almeida Cavalcanti





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Meu amigo substitui o psicólogo?

12 maio, 2016

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Primeiramente, gostaria de agradecer a participação de vocês, recebi várias perguntas inbox no facebook, estou imensamente feliz com a repercussão e vou tentar atender todos os pedidos.

Escolhi uma pergunta bem comum que recebo sempre, para iniciar nossa categoria de 'Pergunte ao Psicólogo':


Quem tem amigos para ouvi-lo não precisa de psicólogo?

Já fiquei muito surpresa com esse tipo de questionamento e ouço algumas pessoas e até outros  profissionais da área da saúde falarem que 'quando precisam são psicólogos também.'

Eu fico tentando entender verdadeiramente o que elas querem dizer com esse tipo de comentário, porque o fato de você parar para ouvir alguém ou dar conselhos, não tem nada haver com o fato de você ser psicólogo. E eu chego a duvidar do profissional que tem esse hábito, pois sei que um bom profissional, seja ele de qual área for, sabe muito bem a diferença e significado do fazer de um psicólogo.

Em contrapartida, ter amigos é muito bom e necessário, mas existem situações em que, por diversos motivos, principalmente por gostar de você, por estar envolvido na sua vida, em que a amizade, o desabafo, não irá passar de uma conversa cheia de conselhos e palavras de conforto:

- que os problemas não são tão ruins;

- que você tem condição de se superar;

- que a vida é assim mesmo... enfim.


Não que seja ruim, em vários momentos precisamos de um ombro amigo, de palavras que queiramos escutar, mas não passará disso. Portanto, o problema voltará a persistir.

Nesse sentido, o fazer do psicólogo vai muito além e precisará de intervenções técnicas mediante tais situações, uma vez que não estará envolvido na sua história, ele não terá o compromisso de passar a mão na cabeça e sim de levá-lo ao autoconhecimento.

Ao invés de tampar a ferida, ele irá mexer nela, afim de limpar para cicatrizar, é a famosa expressão: "cutucar a ferida" com intuito de limpar para melhorar da melhor maneira.

E assim, junto com o cliente, refletem sobre qual será o melhor caminho a seguir naquele momento e o que precisará fazer.

Não existem respostas prontas e sim perguntas para que a própria pessoa vá descobrindo a sua direção. Mas é claro, para isso é necessário que o cliente queira e esteja disponível a mudar.

Espero ter respondido com clareza a pergunta. Caso ainda tenham dúvidas, deixe seu comentário abaixo que tentarei lhe responder.


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Você também tem dúvidas que envolvem a psicologia?
Quer perguntar?
Mande pra gente nos comentários, inbox no facebook ou por email: nandalmeidacavalcanti@yahoo.com.br

Será um prazer responder.

Abraços!
Fernanda Cavalcanti



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