Tempo de Despertar

06 novembro, 2014


"O que você tem feito com as dificuldades do dia a dia?"


Imagine se você tivesse um botão PARAR que a qualquer momento da sua vida pudesse apertar e tudo fosse inteiramente interrompido, como se você tivesse o poder de congelar o tempo.

O que aconteceria?
           O que você faria?
           Já pensou em tirar umas férias e viajar ou se permitir ficar sozinho?




       Nesse mundo, no qual andamos sempre conectados e acelerados, possuímos vidas totalmente agitadas, sempre ocupadas ou indo a algum lugar, sem perceber o ritmo da velocidade que chega a ser muitas vezes assustadora.

         Seria até uma ousadia convidar as pessoas a refletirem sobre suas vidas e sobre si mesmo. Entretanto, quem somos não é definido por conta bancária, automóveis, roupas ou qualquer outro bem material e, muitas vezes, nem pelos papeis que desenvolvemos em relação ao outro.

Desenvolver essa descoberta implica ser capaz de dar conta do seu interior recheado de conflitos, sentimentos confusos e várias outras problemáticas. O corre-corre da vida e os diversos fatores externos nos permitem deixar esse contato com nós mesmos cada vez mais se distanciar.

É nesse mesmo sentido que muitas pessoas quando perdem seu emprego, saem de seus relacionamentos duradouros ou concluem uma etapa de conquistas na vida, se sentem como se fossem lançadas de um precipício sem nenhuma proteção para salvá-las. Despencam na certeza que nada os espera lá embaixo. E quando se espedaçam, tem que sair montando todos os cacos quebrados que sobraram de uma vida destruída, mal cuidada e robotizada, para despertar e recomeçar em direção ao novo.

Todavia, a ação de despencar pode resultar em duplicidade; ser uma maldição ou uma benção, pois o caminho é cheio de desafios, inseguranças e medos, podendo ser um percurso confuso e longo, ou, inspirador, a ponto de encorajar para novas descobertas. 

              Porém, como dizia CIROCCO (2006, p. 25), 


                      O despertar envolve um desafio ao status quo.                                                  É algo para corações valentes.

       Despertar não é um privilégio que algumas pessoas conseguem alcançar e sim um direito que todos temos. Procure viver uma vida mais verdadeira e coerente com aquilo que você acredita, talvez esse seja um caminho.

Se você se olhar no espelho, o que vê?
           Te agrada?
           Incomoda?

A maioria de nós só vamos em busca do nosso despertar, do nosso Eu verdadeiro, que é o auto conhecimento, quando recebemos o “toque externo”.

          Para muitos o toque de despertar vem através de acontecimentos marcantes em sua vida, como as tragédias, dificuldades de lidar com a perda de alguém, através de uma doença, desemprego, separações, traições ou perda de amizades. Eles chegam sem aviso prévio, em qualquer momento e etapa da vida, de diferentes formas, o que pode nos causar grandes e fortes sofrimentos.

Esses toques de despertar, geralmente, chegam quando você realmente já não enxerga mais além e chegou no seu limite, mas mesmo assim você não se move e não desperta para a mudança. E é aí que esta a questão, pois embora sejam dolorosos, são esses toques de despertar que irão nos aproximar de quem realmente somos, do nosso verdadeiro Eu, uma vez que, pode ser uma grande chance de dar início a uma caminhada de autoanálise, para descobrirmos e retornamos às nossas raízes e essências.

          Pense um pouco ou liste em uma folha:


- “Quais toques de despertar você já teve na vida?”
- “Esses toques te despertaram para que?”
- “Nesse momento, em que você precisa prestar mais atenção?"


Desenvolva em você essa habilidade de despertar, não precisa esperar os toques externos, crie suas possibilidades individuais e vá atrás do seu crescimento pessoal, o ser humano nunca está pronto e acabado.

          Perceba que os acontecimentos da vida podem servir como experiências de aprendizado que precisam ser experimentados e usados como porta de entrada para enxergar e vivenciar a vida com um novo olhar.


          Finalizo lhe desejando um ótimo despertar!



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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

                 2. Para quem deseja aprofundar mais no assunto, deixo a referência de um livro que me fez                       refletir muito sobre a vida e inspirou a escrever este texto:
                  - CIROCCO, Grace. Dê o passo – A ponte estará lá. Editora: Fundamento, São Paulo,                           2006.


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6 comentários:

  1. Adorei a página Fernanda Cavalcanti, texto muito interessante e reflexivo.

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  2. Obrigada! Fico satisfeita por ter se identificado com o texto.

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  3. Excelente Fernanda. Não é fácil mais é preciso. Refletir os cacos internos valem mais que os inteiros externos. Abraços e parabéns.

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  4. Muito bom!

    "Seria até uma ousadia convidar as pessoas a refletirem sobre suas vidas e sobre si mesmo."

    E o seu blog é esse ousado convite!

    Parabéns!

    Alessandra

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  5. Os cacos internos são muito mais dolorosos, por isso são mais difíceis de se juntarem. Obrigada Joel Caixeta!!!

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  6. Sinta-se convidada a acompanhar esse "ousado" blog Alessandra Okiyama. Obrigada pela contribuição, espero muito mais!

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