O que você faz pra ser feliz?

13 novembro, 2014



Dia desses estava assistindo o vídeo da música "O que você faz pra ser feliz?" de Clarisse Falcão e me surgiu uma série de lembranças e questionamentos sobre a felicidade, "coisa" esta que faz com que, nós, seres humanos, vivamos na busca constante, na tentativa de nos apossarmos dela, de encontrar uma felicidade que, vez ou outra, quando a encontramos, logo se escapa.

Recordei que na minha infância e em quase toda a adolescência, sentia que era a única pessoa infeliz, tinha a sensação que todos ao meu redor possuíam uma imensa felicidade que eu não conseguia encontrar.

          Assim como todo mundo, existiam inúmeras coisas que queria fazer e não podia, daí surgiam às frustrações na qual não sabia lidar. Desta forma, para aliviar um pouco, vivia no mundo da fantasia, imaginando que, quando alguma outra coisa que desejava acontecesse, aí encontraria minha felicidade também.

Vivia esperando esse dia chegar:
            "Ah! Quando eu chegar no Ensino Médio vou ser feliz!", cheguei e nada. 
            Pensava novamente:
           "Ah! Quando formar no colégio, aí vou ser feliz!", me formei, foi legal, mas passaram alguns dias e a felicidade foi embora, os problemas continuavam e as angústias e ansiedades aumentavam. 

          Conclui que tinha que passar na faculdade. Seis meses depois passei em quatro faculdades, senti-me feliz, mas também passou... e assim ia vivendo... quando eu me formar, vou ser uma ótima psicóloga, terei minha independência financeira e conseguiria alcançar a felicidade e tudo daria certo em minha vida. Outra frustração. 

          Sempre esperava que quando isso ou quando aquilo viesse acontecer seria feliz, mas sempre que conseguia tinha a sensação que ainda me faltava algo, ou faltava tudo, minha insatisfação sempre permanecia.




        Demorou muitos anos, precisei passar por uma série de dificuldades e dores para perceber que na verdade as coisas não aconteciam da forma que eu esperava, não existia um momento definitivo onde encontraríamos a felicidade e ela grudasse em nossa mão e dissesse: "Estou contigo e não largo!"

Foram através de muitos erros e acertos, tombos e dores, questionamentos e busca pela compreensão das minhas atitudes e do funcionamento da vida, que conclui: na verdade a felicidade eram os momentos bons; de conquistas e realizações que tínhamos em nosso dia a dia. Portanto, tinha que saber aproveitar e fazer com que eles durassem o máximo, porque nossa vida não é recheada somente de coisas que nos agradam, vão ter dificuldades, dores, sofrimentos, mas que eu poderia usar isso como fonte de crescimento pessoal interno para que logo viesse os momentos felizes novamente.

Na vida, é certo que existem momentos onde, tem a subida assim como a descida, e cada momento tem sua especificidade, um vai completando o outro. Percebi nessa minha longa, ou talvez, curta caminhada da vida, que não faz sentido ser feliz só nos momentos bons e de satisfação, e que, talvez esse pode ser um dos grandes aprendizados interiores. 

          Encontrar o equilíbrio é um jeito de ser feliz nas experiências dolorosas e conflituosas do nosso cotidiano, buscando sempre a oportunidade de crescimento e aprendizado.

Conclui que é preciso saber apreciar a dor assim como sabemos apreciar as alegrias e, que a felicidade é um jeito de viver que cada um pode escolher da sua maneira. É por essa razão, que existem pessoas que, por mais que tenham bens materiais, um bom emprego, uma excelente formação profissional, dentre várias outras conquistas; ainda assim se sentem incompletas, angustiadas, ansiosas e depressivas. 

          E isso me leva a refletir o quanto nós somos seres ignorantes, sempre nos colocando como vítimas das situações e dos problemas, ao invés de aprender a saborear as dificuldades para que assim possamos evoluir interiormente.

Nesse sentido, deixo aqui o vídeo para que você possa saborear do seu jeito:





          Abraços!

 
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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

             2. Leia também Por onde andei? onde falo sobre a importância da busca constante do autoconhecimento para entendermos, nos pequenos detalhes, a felicidade.


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4 comentários:

  1. Alessandra Okiyama15 novembro, 2014

    Eu pensava nisso há poucos dias! Como as pessoas vivem em função de grandes acontecimentos na vida para se considerarem felizes, e deixam de perceber as coisas "pequenas" da vida que a fazem felizes. Para alguns, um bom emprego, uma família amorosa, bons amigos e companheiros é muito pouco. Para mim não. Isso é A felicidade! A maioria só não sabe saborear...

    Adorei!

    Beijos Nanda!

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  2. Belas palavras Alê! São essas "pequenas" grandes coisas que nos demonstra a dificuldade das pessoas em sentir e vivenciar as emoções que sentem nos dia a dia. Apenas passam por elas, sem perceber e mais nada. Não colocam sentido. Forte abraço!

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  3. Tropeçamos a todo instante pois estamos em evolução. Então se sorrir, chorar, subir e descer são sinais que estamos evoluindo, somos felizes mesmo tropeçando. Pensar quando termina e como termino é que pode atrapalhar a ver e sentir a felicidade por onde passo. Abraço.

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  4. Ótima colocação Joel. Quero acrescentar ainda mais: Sorrir, chorar, subir e descer são sinais que estamos evoluindo sim, mas vai depender de cada pessoa, do propósito e perspectiva de vida que cada um tem, pois muitos simplesmente "deixam passar". Não sentem, não aprendem... concorda?

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