Quais são suas máscaras de cada dia?

27 novembro, 2014


          Todos nós, seres humanos, criamos e usamos diversas máscaras em nossa vida. Máscaras que são criadas para nos proteger quando sentimos insegurança em demonstrar quem somos de verdade. 

        Somos induzidos por propagandas e pela mídia popular a duvidarmos de nós mesmos, devido nossa aparência, nossos fracassos e imperfeições de personalidade, o que faz com que, vez ou outra, nos percamos da nossa essência.

Em contra partida, para que nos sintamos bem de novo, vamos em busca de várias máscaras para assumirmos e agradar às pessoas que estão do nosso lado. Essas máscaras irão nos proteger da insegurança, do medo, e do nosso Eu verdadeiro; através dos nossos comportamentos, atitudes, aparência e outros. 

        Em vários momentos utilizamos essas máscaras como se fôssemos crianças lidando com perdas, com a solidão ou com uma família desestruturada, assumimos também por medo da dor, de não sermos amados, do fracasso e do abandono.

Essas máscaras são criadas e utilizadas porque de alguma forma nos convencemos de que nosso Eu verdadeiro não é satisfatório. Mas para assumir e reconhece-las é preciso honestidade e humildade, para saber em que momento usá-las e como poder tirá-las e viver com mais autenticidade.

Para ser autêntico, ou seja, ser verdadeiro, real, legítimo, é preciso saber quem você é na sua essência e o que você não é. E para que isso seja possível é preciso que você consiga proporcionar momentos sozinhos; se possível busque a solidão, pois é na solidão, no estar sozinho, que temos contato com nosso verdadeiro Eu. Ao contrário, o falso Eu tende a surgir na presença de outras pessoas.




      Assim como precisamos cuidar do nosso corpo físico, higienizando diariamente, também precisamos cuidar do nosso interior diariamente. Se todos os dias você tem horário para tomar banho, busque separar um momento para ter contato com você, não tem como outra pessoa fazer isso. 

         Parece simples, mas é preciso coragem. Pode ser uma longa caminhada ou sentar-se em algum lugar confortável e tranquilo. Tenha contato com o que te incomoda, com as angústias que nem sequer sabemos de onde vem.

Tente encontrar respostas para algumas questões, como: “Quem eu finjo ser e com quem?” Exemplo: Finjo ser forte com meus filhos ou os colegas de trabalho. Finjo que sei tudo com meu chefe. “Quais riscos vou ter se for eu mesmo?” Exemplo: de ser magoado ou perder o controle da situação.

Em muitos momentos é confortável usar essas máscaras, e não digo que seja tão ruim, em alguns momentos precisamos de algumas delas, mas não podemos deixar que sejam assumidas inconscientemente, como se fossem nossa identidade. Esse reconhecimento faz parte de um grande e árduo processo de caminhada em busca do autoconhecimento, pois para removê-la é preciso saber reconhecer quando e com quem são usadas.

Nosso Eu verdadeiro surge quando nos sentimos seguros, geralmente com pessoas mais próximas, as que sentimos mais confiança. Pois quando nos sentimos amados e aceitos, ficamos a vontade o bastante para colocar no canto as máscaras e mostrar o Eu verdadeiro.

          Caro leitor, tente fazer esse exercício e comece comparando seu jeito de relacionar com seus pais, melhor amigo, colegas de trabalho, com seu chefe, vizinhos... quais as diferenças?


Quem você permite que veja seu verdadeiro EU?

Com quem você se sente vulnerável?

        E assim poderá desenvolver uma maior percepção acerca das suas máscaras, tendo maior autonomia de quando e como usá-las a seu próprio benefício.



Abraços!

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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

                 2. Leia também Batatas (mágoas) da vida. 



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4 comentários:

  1. Uma vez me disseram que eu acordava de uma forma e meu humor variava durante o dia. Até que ponto isso pode ser considerado saudável? É “normal” sofrer reações e drásticas mudanças de humor/personalidade/máscaras durante o dia?

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  2. Já ouvi muitas pessoas falarem disso, algumas de dizem que acordam de mal humor e com o passar do dia começam a se sentirem melhor. Considero saudável até o ponto de não te prejudicar e nem atingir outras pessoas. Qual tipo de humor seria esse? Raiva, tristeza, euforia, agitação, alegria? As dráticas mudanças de humor precisam ser analisadas primeiramente para não concluirmos diagnósticos falsos. Algumas pessoas, por não saberem equilibrar e administrar suas emoções passam por uma série de mudanças no dia a dia: hora eufórico, hora depressivo. Não considero mudança de humor o mesmo que máscaras, pois a mesma é usada em muitos momentos para encobrir algo que na nossa essência não somos, só para disfarçar. Espero ter respondido com clareza a pergunta. Se não, fique a vontade para fazer seus questionamentos. Melhor ainda se quiser identificar.

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  3. Bem esclarecedora sua resposta, obrigado! A propósito, adorei o texto!

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  4. Alexandre que bom ter sua participação aqui no blog, seja sempre bem vindo! Muito bom saber da admiração dos meus textos de um quase Doutor. rs . Forte abraço!

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