Você está amando ou sofrendo?

20 novembro, 2014



Quando você pensa em seus relacionamentos, seja com cônjuge, amigo(a), namorado(a), família, colegas de trabalho, enfim, qual a emoção que sente? O que lhe vem à mente?

          São pessoas que despertam o que há de melhor em você, que te inspira ou ajuda crescer? Ou pessoas que fazem você se sentir pra baixo, triste e angustiado(a)? Quais são as sensações e emoções? As desagradáveis, como: raiva, ressentimentos, sensação que não é compreendido, desânimo, medo? Ou alegrias, sensação de bem estar e tranquilidade?

Penso que todos nós já passamos por uma experiência problemática e, portanto sabemos como é difícil e doloroso, pois precisamos tomar algumas atitudes, mas ficamos parados no tempo, indecisos: investir ou não nessa relação?






          Em grande parte dos relacionamentos problemáticos a maior questão se encontra quando culpamos a outra pessoa pelos nossos problemas a ponto de responsabiliza-los totalmente por eles:


“Estou nessa situação porque estou com você!”,
“Você não me deixa crescer, por isso estou nessa vida até hoje!”

Existem relacionamentos que trazem muito mais sofrimento do que prazer e satisfação e que mesmo assim, insistimos em manter. A grande maioria sabota essa relação devido aos grandes medos, por não terem consciência que já estão com validade vencida e por serem pessoas codependentes.

     Essas são questões de extrema relevância que nos leva a pensar e relacionar com os comportamentos de um Codependente.

        Codependência é um termo relativamente novo, mas que está presente em quase 80% da população. 

            Mas o que esse termo quer dizer?


             Podemos definir que é um termo usado para pessoas que                              são muito ligadas emocionalmente a outras que possuem                           alguma dependência: física ou psicológica, que pode ser álcool ou outras drogas. Entretanto, vai além das dependências, incluindo até mesmo comportamentos problemáticos e destrutivos.

         O codependente esta ligado ao dependente pela sua patologia, então ele sente que precisa ajudar e cuidar da outra pessoa porque: “Coitadinho, ele precisa da minha ajuda!” 

          Portanto, ele acredita que a sua felicidade esta relacionada com a pessoa que tenta ajudar e salvar do perigo. Desta forma se torna dependente dele emocionalmente.

        É comum que o codependente coloque todas as necessidades do outro na frente das suas próprias necessidades, sendo o mais tolerante possível dos abusos do outro; permissivo e compreensível. 

          Essas pessoas se tornam extremamente controladoras, perfeccionistas e autoritárias. Isso se torna prejudicial para ambas as partes, uma vez que ao invés de ajudar o dependente a crescer e melhorar, muitos acabam impedindo a melhora do comportamento patológico, pois necessitam dele naquela situação.

       Grande parte dos codependentes vem de famílias que possuem uma grande fragilidade emocional. E desta forma a pessoa teve dificuldades de vivenciar o amparo, aceitação, amor e harmonia. Em vários outros casos existiram abusos e violências, físicas ou emocionais, rigidez e críticas excessivas. E assim desenvolveram uma série de sintomas e sinais de baixa autoestima, irritabilidade, preocupação e cuidados exagerados; negação da realidade, compulsões e a centralização na vida do outro, se perdendo de si mesmo.

  Os codependentes sentem uma parcela de culpa, ansiedade e pena do outro quando este tem um problema, sentindo quase forçado a ajudar a outra pessoa a resolver, seja dando opiniões e sugestões que se quer foram pedidas. Compromete-se muito em ajudar e salvar o outro e sente muita raiva quando sua ajuda não resolve a questão.

 Desta forma culpa a pessoa pelo momento que esta vivendo e aponta o outro como o responsável pelo que esta sentindo naquele instante, se colocando como vítima da situação, sentindo que o mesmo está usando e abusando dela. Essas pessoas são consideradas de bom coração; são “boazinhas”, se preocupam com o próximo e são muito bem aceitas no meio que vivem.

 Buscar ajuda para se livrar desses comportamentos patológicos é necessário. Não existe uma receita pronta para acabar com eles, uma vez que estão baseados na fase infantil. 

      Por se tratar de situações que envolvem enormes sofrimentos, a psicoterapia é uma das alternativas que levam as pessoas a se conhecerem melhor e mudarem o foco do cuidado para si mesmas. E em alguns casos é preciso que se faça o acompanhamento psiquiátrico.

E você leitor(a), identificou com alguma situação do texto?
Em que seus relacionamentos estão baseados e sustentados?


Faça sua reflexão!
Até breve.

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Notas:
                 1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                 Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                                 Atende Casais, Famílias e Individual

               2. Se você se interessou pelo assunto e quer aprofundar seus conhecimentos, indico um livro                     que é fácil de entender e possuí ótimos exemplos:
                  - BEATTIE, Melody. Codependência nunca mais - pare de controlar os outros e cuide                      de você mesmo. Editora: BestSeller. Rio de janeiro, 2014.



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