Depressão: o silêncio da alma

19 dezembro, 2014



Se você sente-se deprimido e triste a maior parte do tempo e quase todos os dias sente que a vida perdeu a graça; seus interesses e prazeres pelas atividades cotidianas cada vez mais diminuem, sente insônia ou excesso de sono constantemente, culpa excessiva, sentimento de inutilidade e pensamentos suicidas; precisa procurar ajuda de um profissional, pois são sintomas característicos da depressão.
Esses sintomas muitas vezes são confundidos com tristeza ou preguiça. Algumas pessoas desvalorizam o estado da pessoa que sofre, banalizando seus sintomas recorrentes, sem reconhecê-los e assim são menosprezados. Desta forma, é de extrema importância saber diferenciar tristeza de depressão, pois a mesma precisa de tratamento.
A depressão é uma doença que está se tornando comum. Atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, sendo as mulheres as mais afetadas devido às alterações e variações hormonais. Constantemente passam por alterações fortes de humor caracterizado como uma tristeza profunda que não passa, nem tem fim e esta associada a sentimentos de desesperança, baixa autoestima e desencanto. Pode ocorrer em qualquer fase da vida: infância, adolescência, maturidade e velhice. E podem ser confundidas e misturadas com características da própria fase.


“Por que estás abatida, ó minha alma?”
        “E por que te perturbas dentro de mim?”

        Por vezes é inevitável ficar triste por acontecimentos difíceis e desagradáveis que ocorrem diariamente em nossa vida; perda de um ente querido, término de um relacionamento, perda do emprego, etc. Entretanto, com o tempo, algumas pessoas encontram um jeito de superar essas adversidades e seguem suas vidas. Ao contrário, a pessoa com depressão não consegue se livrar da tristeza, mesmo que já tenha se passado anos.
Muitas vezes não existe nenhum motivo aparente para essa tristeza que permanece dia após dia sugando o prazer e o bem estar diário. Outro fator que contribui inevitavelmente para ocorrência dos sintomas da depressão é a genética, pois existe uma variedade de evidências que apontam alterações químicas no cérebro da pessoa deprimida.
Em alguns casos é indispensável e necessário fazer uso de medicamentos antidepressivos, mas desde que seja acompanhado pelo profissional especializado e de preferência com acompanhamento psicoterapêutico, pois um irá complementar o outro.
O tratamento depende de cada caso, pois existem depressões leves, moderadas e graves, cada uma com suas especificidades. É a partir do diagnóstico que se obtém maior direcionamento para o tratamento. Algumas pessoas depressivas irão precisar de manutenção ou tratamento preventivo que pode levar anos ou uma vida inteira, portanto este precisará de acompanhamento sistemático.
É recomendável que essas pessoas participem de atividades físicas e se incluam em meios sociais como forma de tratamento e prevenção, pois se trancar em um quarto sozinho, ficar deitado, sem conversar com ninguém, não é um direcionamento eficaz para superar as crises depressivas. É preciso estar atento e saber identificar seus sintomas para assim lidar de frente quando elas retornarem.

E você, sente tristeza ou tem depressão?
Cuide-se!
           

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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

                 2. Este texto já foi publicado no jornal 'O Barranqueiro' da cidade de São Francisco/MG.



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