Sobre a arte de escrever!

12 abril, 2016


Querido diário...

A verdade é que nunca fui de ter aqueles diários com segredinhos amorosos ou situações difíceis que passei, todo rosinha, desenhadinho e bonitinho. Minha primeira experiência com diário foi na adolescência, por volta dos 10 anos de idade na qual foi muito frustrante.

Na minha imaturidade em não saber que minha irmã mais nova me teria como exemplo de vida e de pessoa, não me fez ter os cuidados necessários que deveria para que não chegasse às mãos dela e poder desfrutar das informações de diversas maneiras, como por exemplo, contando para o meu pai sobre o garotinho que eu estava apaixonada. Para uma pré-adolescente isso foi o fim!

Bom, mas apesar de tudo isso gostava de escrever, daí pensei que poderia fazer diferente, ao invés de ter um diário poderia ser um caderninho de anotações de frases, músicas ou outras coisas que para mim faziam algum sentido, significando algo único na minha vida. Assim, eu conseguia me expressar nas diversas formas sem ter que mostrar diretamente meus ‘segredinhos’. De forma que, para quem encontrasse não passava de um caderno qualquer, mas para mim os segredos permaneciam, porém de uma forma que só eu entenderia.


Com o tempo, comecei a escrever e elaborar o que eu realmente pensava, mas deixava transparecer como se fosse de um autor qualquer. O que me empolgou mais ainda esse ‘ar’ de mistério, de poder falar sem medo tudo que sentia, vivia e pensava e não ser descoberta. Sempre gostei e não é à toa que me identifico tanto com as metáforas.

Escrever é uma forma que encontrei de organizar meus pensamentos, de levar a consciência muitas coisas que ainda estão ocultas, de desabafar, enfim, escrevo de tudo e para tudo, não publico e nem mostro tudo, mas foi uma forma que busquei para entender melhor as minhas emoções e pensamentos que afloram como um vulcão querendo destruir tudo dentro de mim.

Ter esse hábito para muitos é difícil, para outros é desnecessário e para alguns (como eu) é revelador: REVELA - A – DOR.

Há coisas que escrevo e leio um milhão de vezes, outras quero mostrar ao mundo, as pessoas e outras que só escrevo e nunca mais quero ver.

O melhor de tudo isso é que não precisamos nos preocupar com o certo ou o errado, com os julgamentos ou reprovações. Escrever para você mesmo não tem limites nem padrões a se repetir e seguir. Simplesmente é você, um papel, uma caneta e a permissão para as emoções tomarem conta.


Escrever me permite ampliar o olhar para minha vida como um todo, fazendo com que eu me sinta autora do meu próprio livro, da minha vida e responsabilizando por cada escolha. Proporcionando-me saberes antes nunca alcançados ou revelados.

Não temos controle de tudo e em muitos momentos não podemos escolher o que de fato vai nos acontecer, concordo! Mas quando se escreve a própria vida, temos a liberdade em escolher de que maneira lidar com as adversidades e dificuldades e como continuar, se melhor ou pior.

A escolha sempre é nossa, qual será a sua?

Cada um tem o seu jeito de se expressar, desabafar, se conhecer e se comunicar com o universo e consigo mesmo, o meu é escrevendo e o seu?

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No aguardo...
Abraços!



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Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

                

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