E quando a morte bater em sua porta?

03 maio, 2016



“Só existem duas formas de viver a vida.
A primeira é pensando que o milagre não existe;
a outra é pensando que tudo é milagre.”
(Albert Einstein)


            O que é MORTE?
           
            O que é VIDA?
       
Estes temas nos trazem questionamentos complexos que nos levam as várias fragilidades humanas, nas suas diversas formas de encarar e lidar com sua finitude.

É a tal história: “Para morrer basta estar vivo!”





O medo de enfrentar a morte e a maneira como ela chegará é usado como motivos para que as pessoas passem pela vida sem se preparar para o seu dia final. Para alguns, falar em morte é proibido, quase nunca expressam suas vontades sobre funeral, doação de órgãos, cremação, etc.

Quando os filhos, por volta dos 07 anos, fazem perguntas a respeito da morte, sobre a origem da vida e a existência ou não de Deus, temos muito pouco a responder. E este pouco ainda não é novo. Todavia, não somos preparados e acostumados a lidar com essas questões no nosso dia a dia.

Como dizia o poeta, “ela chega para todo mundo, só que ninguém quer ir na frente.”

Vivenciar o luto, a saudade, a dor que pensamos nunca amenizar é um processo difícil e desafiador, pois não tem como falar da morte sem nos referirmos à vida, no sentido de refletirmos sobre a forma como estamos vivendo.

Para algumas pessoas é nesse momento da perda que irão se deparar, pela primeira vez, questionando sobre o sentido da sua vida: como estão vivenciando as alegrias e tristezas, o que falta para preencher esse vazio que habita no peito, qual o valor que as pessoas e os relacionamentos têm em seu dia a dia, dentre outros.

Quando a vida já não tem mais sentindo e acaba todo o sabor, desacelerando o ritmo, ao perder um ente querido, a religião pode surgir como uma tentativa de metamorfosear a natureza e dar espaço as suas vontades em busca de novos horizontes.

Contudo ela vem cumprir um papel importantíssimo relacionada aos rituais de passagem, como por exemplo o velório, a missa de sétimo dia, etc. Sendo assim, é uma das experiências que nos permite passar por inúmeros desafios dolorosos que precisam ser adaptados com a nossa realidade.




Encarar com naturalidade a morte, que é nossa única certeza, pode ser uma forma de aproveitar melhor a vida, uma vez que faz parte do desenvolvimento humano e nos persegue com suas marcas em qualquer ciclo vital.

Portanto, cada experiência de perda é única. E é nesse sentido que o filósofo Martin Heidgger dizia que, "Para a pessoa se apropriar plenamente de sua existência, é necessário antes se apropriar de sua morte, porque essa é uma possibilidade presente em nossa vida o tempo todo."

E você, qual foi seu primeiro contato com a morte?

O que ela significa para você?

Compartilhe comigo aqui nos comentários ou por e-mail.

Forte abraço!

          
_______________________________________________________________________

Notas:
                  1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                       Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                       Atende Casais, Famílias e Individual

                 2. Este texto já foi publicado no jornal 'O Barranqueiro' da cidade de São Francisco e 'Jornal                      de Notícias' de Montes Claros/MG.




Cadastre seu e-mail do lado direito da página e receba as novas postagens.



Comentários
0 Comentários

Comentários:

Postar um comentário



 

Fernanda Cavalcanti © Copyright - 2012. Todos os direitos reservados. Layout criado por Gabi Layouts