PSICOTERAPIA - MEU CAMINHO (PARTE 3)

05 fevereiro, 2019





Interessante é que quando não estamos acostumados a olhar para nós mesmos, a falar e cuidar de nós, sentiremos muita dificuldade e até a psicóloga ali na sua frente, te olhando, pode incomodar. Afinal, se nem você mesmo é acostumado a olhar para você, imagina se deparar com alguém fazendo isso?

Ficamos muito focados no OUTRO, nos problemas do OUTRO, na vida do OUTRO, em ajudar o OUTRO, no que o OUTRO faz ou deixa de fazer, etc. Com isso, esquecemos de virar o foco para nós. Por isso a terapia incomoda, pois o objetivo maior é virar o Foco para gente mesmo.

No início não conseguia olhar nos olhos dela, conversava com a parede ou a janela que estava como 'plano de fundo'. RS
Com o tempo fui gostando de ter alguém com quem eu poderia desabafar e falar sobre o que eu quisesse. E melhor ainda era essa pessoa está ali por mim, olhando no meu olho e me ajudando a pensar de uma forma diferente, alguém que se preocupava comigo. Comecei a me sentir especial e importante!

O que mais me intrigava era quando saia de lá pior do que quando entrei e jurava que não voltava mais. Até eu entender que sair péssima de uma sessão de terapia era como abrir uma porta de possibilidades para a mudança e não desistir neste momento é sinal de concretizar está mudança...

Ela 'cutucava' o meu pior para que surgisse o meu melhor (ou vice-versa). No primeiro instante isso gerava muita raiva. E eu projetava tudo nela:
-"Que mulher chata, esse negócio de terapia não é pra mim."

Persisti e venho persistindo desde 2006 neste investimento constante: meu crescimento pessoal. E é dessa forma que venho adquirindo suporte para tomar as 'rédeas' da minha vida, me responsabilizar pelos meus atos e ser uma pessoa mais coerente comigo mesma.

Mas digo uma coisa: fazer terapia implica ter muita CORAGEM. É doído, vai mexer em feridas, vai apontar seus erros e defeitos, às vezes será chato e é um caminho sem volta.

E cuidado viu, porque aprender a olhar para a si mesmo é descobrir o amor incondicional, e lidar com isso, por incrível que pareça, 'é só para os fortes.'


Fim!




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Notas:

                   1. Autora: Fernanda Almeida Cavalcanti
                                   Psicoterapeuta Sistêmica Familiar em Montes Claros/MG
                                   Atende Casais, Famílias e Individual
                   
                    2. Este conteúdo é exclusivo e original do Instagram (@fe_psico)

                   3. Foto: @diegocavalcanti716



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